{"id":529,"date":"2023-12-26T14:38:33","date_gmt":"2023-12-26T14:38:33","guid":{"rendered":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/?p=529"},"modified":"2024-01-17T20:22:08","modified_gmt":"2024-01-17T20:22:08","slug":"checklist-de-perfil-definitivo-de-sondagens-a-percussao-e-mistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/2023\/12\/26\/checklist-de-perfil-definitivo-de-sondagens-a-percussao-e-mistas\/","title":{"rendered":"Checklist de perfil definitivo de sondagens a percuss\u00e3o e mistas"},"content":{"rendered":"<p>Sondagens a percuss\u00e3o e mista est\u00e3o entre os principais dados de entrada de empreendimentos de engenharia, seja para uma rodovia, ferrovia, metr\u00f4, barragem, aeroporto e mesmo para obras pontuais como um viaduto ou um galp\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-575\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SP_SM.jpg\" alt=\"\" width=\"2500\" height=\"1406\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SP_SM.jpg 2500w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SP_SM-300x169.jpg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SP_SM-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SP_SM-768x432.jpg 768w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SP_SM-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SP_SM-2048x1152.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2500px) 100vw, 2500px\" \/><\/p>\n<p>No entanto, a execu\u00e7\u00e3o das sondagens est\u00e1 entre os servi\u00e7os mais desvalorizados atualmente, tanto em termos t\u00e9cnicos como em termos de mercado. Consequentemente, a qualidade dos servi\u00e7os \u00e9 um ponto cr\u00edtico com o qual os empreendedores e projetistas convivem rotineiramente.<\/p>\n<p>Mesmo itens b\u00e1sicos de uma sondagem muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o apresentados da forma correta, ou pior, n\u00e3o s\u00e3o executados em campo da forma correta.<\/p>\n<p>Pensando nisso, \u00e9 comum os projetistas analisarem as amostras das sondagens, seja para reclassificar a sondagem de acordo com um sistema pr\u00f3prio, seja para simples confer\u00eancia ou alinhamento de uso de termos e crit\u00e9rios junto a empresa executora de sondagens.<\/p>\n<p>Uma vez que a an\u00e1lise de resultados de sondagens \u00e9 uma das atividades mais executadas em uma rotina de projeto, criamos aqui na JS um checklist para perfil definitivo de sondagem (tamb\u00e9m conhecido como log de sondagem, ou boletim definitivo de sondagem).<\/p>\n<p>No sentido de disseminar o conhecimento e quem sabe contribuir para ajudar outros profissionais, sejam projetistas, sejam de executores de sondagens, compartilhamos a seguir este checklist. Nem todos os itens t\u00eam coment\u00e1rios ou descri\u00e7\u00f5es, pois s\u00e3o autoexplicativos.<\/p>\n<h4>1. NOME DA SONDAGEM\/ID DO FURO<\/h4>\n<p>A nomenclatura e numera\u00e7\u00e3o definidas pelo projetista ou cliente sempre devem ser seguidos literalmente, ao \u201cp\u00e9 da letra\u201d, incluindo h\u00edfens e letras.<\/p>\n<p>Muitas vezes uma sondagem com o nome, por exemplo, SP-OAE-LD-250 (SP &#8211; sondagem a percuss\u00e3o, OAE \u2013 obra de arte especial, LD \u2013 lado direito) aparece no boletim de campo ou perfil definitivo como SP-250.<\/p>\n<p>Por\u00e9m no projeto podem existir SM-OAE-250, SP-C-LD-250 etc, gerando confus\u00e3o.<\/p>\n<h4>2. CITA\u00c7\u00c3O DA NBR 6484\/2020.<\/h4>\n<p>Ver item BILBIOGRAFIA ao final.<\/p>\n<p>Alguns perfis definitivos ainda apresentam a 6484\/2001 como refer\u00eancia.<\/p>\n<h4>3. DISCRIMINA\u00c7\u00c3O DO SISTEMA DE PERFURA\u00c7\u00c3O: MANUAL OU MECANIZADO.<\/h4>\n<h4>4. DATA DE IN\u00cdCIO E T\u00c9RMINO DA SONDAGEM<\/h4>\n<p>Checar se s\u00e3o coerentes. J\u00e1 vi casos de 3 sondagens de 15 metros de profundidade cada, todas com NSPT &gt; 30 nos \u00faltimos metros, com a mesma data, executadas pela mesma equipe.<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel executar mais do que 15 metros (em casos excepcionais, 20 metros) de sondagem a percuss\u00e3o no mesmo dia.<\/p>\n<h4>5. COORDENADAS E DATUM.<\/h4>\n<p>Devem ser enviados pelo cliente\/projetista, ou equipe de topografia em campo. \u00c9 responsabilidade da executora colocar esta informa\u00e7\u00e3o no perfil definitivo, mas \u00e9 responsabilidade do contratante fornecer a informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Salvo exce\u00e7\u00f5es em que a empresa de sondagem tamb\u00e9m foi contratada para fornecer equipe de topografia.<\/p>\n<h4>6. COTA<\/h4>\n<p>Idem coordenadas e datum.<\/p>\n<h4>7. NIVEL D\u2019\u00c1GUA (NA).<\/h4>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol>\n<li>NA SECO\/AUSENTE ou ZERO?<\/li>\n<li>LEITURA COM 12 OU 24 HORAS.<\/li>\n<li>CLIENTE ESPECIFICA INTERVALOS OU PROCEDIMENTOS DE LEITURA DIFERENTES?<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>Um erro comum \u00e9 a confus\u00e3o entre NA seco\/ausente ou NA = 0,00.<\/p>\n<p>O NA seco ou ausente \u00e9 a aus\u00eancia de \u00e1gua no furo e portanto aus\u00eancia de \u00e1gua subterr\u00e2nea no terreno.<\/p>\n<p>O NA = 0,00 significa \u00e1gua preenchendo todo o furo at\u00e9 atingir a boca do furo, em outras palavras, NA na profundidade zero do furo. Portanto \u00e1gua subterr\u00e2nea aflorante no terreno ou len\u00e7ol fre\u00e1tico aflorante, como em um brejo.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o as leituras de NA, \u00e9 importante, al\u00e9m de seguir a norma, ter aten\u00e7\u00e3o para eventuais intervalos ou procedimentos de leitura de NA diferentes da norma, como por exemplo o Metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<h4>8. POSI\u00c7\u00c3O DO REVESTIMENTO E M\u00c9TODO DE PERFURA\u00c7\u00c3O (TRADO OU LAVAGEM)<\/h4>\n<p>Indica\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o\/di\u00e2metro (por exemplo NW, HW etc) e profundidade.<\/p>\n<p>Indica\u00e7\u00e3o dos trechos (profundidades) onde foi utilizado trado ou lavagem.<\/p>\n<h4>9. NSPT<\/h4>\n<ol>\n<li style=\"list-style-type: none;\">\n<ol>\n<li>O N\u00daMERO DE GOLPES PARA OS 3 TRECHOS DE 15 CM SAO APRESENTADOS?<\/li>\n<li>GRAFICO NSPT COERENTE?<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>Incluir sempre os NSPT dos 3 trechos de 15 cm isoladamente, assim como o NSPT em si (\u00faltimos 30 cm). Esta pr\u00e1tica evita d\u00favidas em ensaios sobre, por exemplo, solos moles (onde os 45 cm do ensaio podem ser atingidos nos primeiros golpes) ou em solos muito resistentes.<\/p>\n<p>No exemplo abaixo, se fossem mostrados somente as somas do 1\u00ba+2\u00ba e 2\u00ba+3\u00ba, haveria d\u00favidas sobre os resultados reais dos ensaios, principalmente no metro 17, onde o ensaio n\u00e3o foi executado corretamente, e no metro 18, onde um NSPT de 1\/9 passaria a impress\u00e3o de ensaio incorreto.<\/p>\n<p>Nos outros metros, n\u00e3o ficaria claro em qual dos 3 ensaios houve quantos cent\u00edmetros de avan\u00e7o. Note que, por exemplo no metro 15, um avan\u00e7o de 31 cm em 1 golpe \u00e9 uma informa\u00e7\u00e3o importante, mas se fosse informado somente o avan\u00e7o de 1\/17, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 outra.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-548 aligncenter\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/NSPT_solo_mole-1.jpg\" alt=\"\" width=\"387\" height=\"399\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/NSPT_solo_mole-1.jpg 387w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/NSPT_solo_mole-1-291x300.jpg 291w\" sizes=\"auto, (max-width: 387px) 100vw, 387px\" \/><\/p>\n<h4>10. DESCRI\u00c7\u00c3O.<\/h4>\n<h5>Termos e itens obrigat\u00f3rios<\/h5>\n<ol>\n<li>Granulometria predominante.<\/li>\n<li>Granulometria secund\u00e1ria.<\/li>\n<li>Cor.<\/li>\n<\/ol>\n<h5>Termos e itens que podem estar presentes<\/h5>\n<ol>\n<li>Estruturas da rocha original.<\/li>\n<li>Fragmentos de rocha.<\/li>\n<li>Nome da rocha de origem (obrigat\u00f3rio caso estruturas da rocha original ou fragmentos de rocha estejam presentes).<\/li>\n<li>Pedregulhos.<\/li>\n<li>Mat\u00e9ria org\u00e2nica (em geral este termo \u00e9 usado quando a mat\u00e9ria org\u00e2nica ocorre de forma disseminada na amostra).<\/li>\n<li>Detritos vegetais (folhas, galhos etc).<\/li>\n<li>Conchas.<\/li>\n<li>Presen\u00e7a de entulho (no caso de aterros).<\/li>\n<\/ol>\n<p>No exemplo abaixo, 3 diferentes tipos de solos moles: a direita, com ra\u00edzes e troncos, no meio com conchas, e a esquerda com areia (camada escura no topo). Estas 3 caracter\u00edsticas, se omitidas, deixam de fornecer importantes informa\u00e7\u00f5es sobre a g\u00eanese destes dep\u00f3sitos e poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es para obras de engenharia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-552\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem1-scaled.jpeg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"821\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem1-scaled.jpeg 2560w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem1-300x96.jpeg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem1-1024x328.jpeg 1024w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem1-768x246.jpeg 768w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem1-1536x492.jpeg 1536w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem1-2048x656.jpeg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<h4>11. INTERPRETA\u00c7\u00c3O DA GEOLOGIA\/MATERIAL.<\/h4>\n<p>Este item \u00e9 uma das maiores fontes de problemas em perfis definitivos de sondagem. Termos como aluvi\u00e3o, el\u00favio, solo de altera\u00e7\u00e3o de rocha e saprolito se confundem e se combinam de forma errada com termos de descri\u00e7\u00e3o, como variegado.<\/p>\n<h5>Falta de Interpreta\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>O principal e mais comum dos problemas: muitas empresas simplesmente n\u00e3o fornecem a interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem esta interpreta\u00e7\u00e3o, \u00e9 imposs\u00edvel saber se o material \u00e9 um aterro, um aluvi\u00e3o ou um horizonte de altera\u00e7\u00e3o de solo <em>in situ<\/em>. Esta interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 importante, pois ir\u00e1 balizar a elabora\u00e7\u00e3o do perfil geol\u00f3gico. O perfil geol\u00f3gico por sua vez, servir\u00e1 de base para os estudos de geotecnia (que estuda a estabilidade dos taludes) e de terraplenagem (que estuda os volumes movimentados na obra e seus custos).<\/p>\n<h5>Erros Conceituais na Interpreta\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>O segundo problema \u00e9 a falta de base conceitual nos profissionais que descrevem as amostras. Mapas geol\u00f3gicos, imagens de sat\u00e9lite, mapas topogr\u00e1ficos e fontes bibliogr\u00e1ficas contendo os tipos de classifica\u00e7\u00e3o de solos devem ser utilizados na descri\u00e7\u00e3o de amostras de sondagem.<\/p>\n<p>Usaremos como base aqui a classifica\u00e7\u00e3o de Vaz (1996, ver refer\u00eancia ao final do artigo). N\u00e3o vamos entrar na discuss\u00e3o se \u00e9 a melhor ou mais completa, mas \u00e9 muito utilizada e atende as necessidades de projetos de engenharia.<\/p>\n<p>Vamos usar como exemplo, dois horizontes de solo: el\u00favio (ou solo eluvial, SE) e solo de altera\u00e7\u00e3o de rocha (SAR). S\u00e3o os primeiros horizontes de altera\u00e7\u00e3o de solos <em>in situ<\/em>, ou seja, nunca transportados, sem presen\u00e7a de sedimentos.<\/p>\n<p>De acordo com a classifica\u00e7\u00e3o de Vaz, em geral o primeiro horizonte de altera\u00e7\u00e3o de solo \u00e9 o el\u00favio. Este solo \u00e9 caracterizado por ser homog\u00eaneo em termos de composi\u00e7\u00e3o (por conta do intenso intemperismo sofrido, que j\u00e1 eliminou boa parte dos minerais) e consequentemente em termos de cor, e sem estruturas da rocha. Na pr\u00e1tica, em geral este horizonte \u00e9 restrito a poucos metros (menos de 5) e n\u00e3o apresenta NSPTs altos (&lt; 10).<\/p>\n<p>O segundo horizonte \u00e9 o solo de altera\u00e7\u00e3o de rocha, caracterizado por heterogeneidade na composi\u00e7\u00e3o mineral\u00f3gica (pouco intemperismo sofrido), resultando em diversas cores e estruturas da rocha presentes. Na pr\u00e1tica, este horizonte pode se estender por at\u00e9 dezenas de metros de profundidade, chegando a atingir NSPTs altos (at\u00e9 30 ou mais).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-570\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Cortes_SE_SAR-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"944\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Cortes_SE_SAR-scaled.jpg 2560w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Cortes_SE_SAR-300x111.jpg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Cortes_SE_SAR-1024x378.jpg 1024w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Cortes_SE_SAR-768x283.jpg 768w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Cortes_SE_SAR-1536x567.jpg 1536w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Cortes_SE_SAR-2048x755.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-573\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR-2.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1325\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR-2.jpg 2000w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR-2-300x199.jpg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR-2-1024x678.jpg 1024w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR-2-768x509.jpg 768w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR-2-1536x1018.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/p>\n<p>Exemplo de amostras de sondagem mista abaixo: notar como a cor n\u00e3o necessariamente \u00e9 indicador de origem do material. O SE se apresenta em tons amarelados e avermelhados\/marrom. O importante \u00e9 verificar a presen\u00e7a de minerais e\/ou estrutura dos cristais e da rocha.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-580\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR_Amostras-1.jpg\" alt=\"\" width=\"2000\" height=\"1286\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR_Amostras-1.jpg 2000w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR_Amostras-1-300x193.jpg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR_Amostras-1-1024x658.jpg 1024w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR_Amostras-1-768x494.jpg 768w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/SE_SAR_Amostras-1-1536x988.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/p>\n<p>Com somente estes conceitos acima, \u00e9 poss\u00edvel identificar erros conceituais nos exemplos de descri\u00e7\u00e3o abaixo:<\/p>\n<ul>\n<li>El\u00favio descrito em profundidades entre 30 e 40 metros, com NSPT em torno de 40-50 golpes, e contendo o termo \u201cvariegado\u201d na descri\u00e7\u00e3o da cor.<\/li>\n<li>Aluvi\u00e3o descrito em sondagem em regi\u00e3o alta (morro), onde na imagem de sat\u00e9lite s\u00f3 ocorrem planta\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Solo de altera\u00e7\u00e3o de rocha contendo na descri\u00e7\u00e3o argila org\u00e2nica.<\/li>\n<li>El\u00favio\/solo de altera\u00e7\u00e3o com NSPTs &lt; 4, contendo na descri\u00e7\u00e3o argila preta ou cinza, descrito em sondagem em regi\u00e3o de baixada (brejo), com NA = 0,00 e onde na imagem de sat\u00e9lite se percebe uma regi\u00e3o alagada.<\/li>\n<\/ul>\n<h5>Descri\u00e7\u00e3o de Rocha<\/h5>\n<p>\u00c9 comum que descri\u00e7\u00f5es de rocha em sondagens mistas para geotecnia contenham exagero de detalhes em aspectos que n\u00e3o fazem diferen\u00e7a para a engenharia, e falta de aspectos importantes para a engenharia. Isso ocorre quando a descri\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por um ge\u00f3logo rec\u00e9m-formado, sem treinamento adequado em geotecnia, e com muita \u00eanfase nas petrologias \u00edgnea e metam\u00f3rfica, por conta da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Por exemplo, existem descri\u00e7\u00f5es que detalham os diferentes componentes de um migmatito, como leucossoma e melanossoma e d\u00e3o nomes as estruturas deste migmatito, como estrom\u00e1tico, ao mesmo tempo que n\u00e3o fornecem a informa\u00e7\u00e3o da orienta\u00e7\u00e3o das fraturas (vertical, horizontal, inclinada) e misturam diferentes graus de altera\u00e7\u00e3o em uma manobra de 3 metros (por exemplo: \u201cgrau de altera\u00e7\u00e3o variando de A2 a A4\u201d).<\/p>\n<p>Continuando o exemplo acima: ao se descrever uma rocha como migmatito, em termos geot\u00e9cnicos esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 suficiente em termos descritivos. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio descrever as fases e estruturas de forma\u00e7\u00e3o da rocha. O ge\u00f3logo de engenharia j\u00e1 sabe que esta rocha pode apresentar folia\u00e7\u00e3o, e esta folia\u00e7\u00e3o pode ser vari\u00e1vel. J\u00e1 a orienta\u00e7\u00e3o das fraturas pode ser importante na estabilidade de um talude ou frente de escava\u00e7\u00e3o de t\u00fanel. Os diferentes graus de altera\u00e7\u00e3o devem ser separados, pois misturar na descri\u00e7\u00e3o rocha alterada com rocha s\u00e3 n\u00e3o deixa claro o que predomina e o que \u00e9 ocorr\u00eancia pontual.<\/p>\n<p>Outro exemplo de erro: descrever uma rocha alterada, que teve recuperado somente amostras fragmentadas (ou \u201cmo\u00eddas\u201d), utilizando termos de solo, como por exemplo \u201careia\u201d. Neste caso, o ge\u00f3logo da empresa de sondagem deve saber identificar onde a perfura\u00e7\u00e3o atingiu o maci\u00e7o rochoso, para, mesmo em casos de baixa recupera\u00e7\u00e3o e amostras fragmentadas, saber que se trata de rocha alterada. Para isso, acompanhamento em campo no momento da perfura\u00e7\u00e3o, compara\u00e7\u00e3o com sondagens pr\u00f3ximas ou conversas com o sondador podem auxiliar. Uma vez que a informa\u00e7\u00e3o errada \u00e9 inserida, o ge\u00f3logo do projeto dificilmente vai detectar o erro.<\/p>\n<p>Mais um exemplo de erro: rochas com recupera\u00e7\u00e3o de 15% descritas como A2 F2. Neste caso, deve ser usado o bom senso pelo profissional que descreve a sondagem. Se 85% do material n\u00e3o foi recuperado, \u00e9 muito prov\u00e1vel que este material seja rocha alterada ou solo. Portanto \u00e9 incorreto classificar toda a manobra como sendo rocha de boa qualidade, pois os 15% recuperados, por melhor que seja a qualidade da rocha, n\u00e3o representam este trecho do maci\u00e7o.<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o especial deve ser dada a rochas brandas, como arenito, que requerem nomenclatura pr\u00f3pria (grau de coer\u00eancia), al\u00e9m de distin\u00e7\u00e3o do que \u00e9 solo proveniente de arenito (portanto rocha que sofreu intemperismo), do que \u00e9 solo proveniente de sedimentos recentes, e portanto inconsolidados.<\/p>\n<h4>12. PROFUNDIDADES DE MUDAN\u00c7AS DE CAMADA.<\/h4>\n<p>Este item parece simples, mas na pr\u00e1tica ocorrem muitos erros.<\/p>\n<p>Devido ao uso de softwares ou rotinas automatizadas, muitos perfis de sondagem apresentam valores de profundidade que n\u00e3o s\u00e3o coerentes com a r\u00e9gua principal do perfil, ou com a descri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A profundidade da camada anotada pelo sondador em campo deve ser fielmente representada de forma gr\u00e1fica no perfil. As mudan\u00e7as de camada n\u00e3o necessariamente ocorrem entre ensaios de SPT. O sondador pode observar uma mudan\u00e7a dentro do amostrador, e essa profundidade n\u00e3o pode ser &#8220;arredondada&#8221;.<\/p>\n<h4>13. JUSTIFICATIVA\/MOTIVO DA PARALISA\u00c7\u00c3O OU CRIT\u00c9RIO DE PARALISA\u00c7\u00c3O ADOTADO, OU PROFUNDIDADE M\u00c1XIMA DEFINIDA PELO CLIENTE.<\/h4>\n<p>Outro item que, junto com a interpreta\u00e7\u00e3o do material, \u00e9 uma das maiores fontes de problema, tanto durante a execu\u00e7\u00e3o em campo, como na apresenta\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<h5>Paralisa\u00e7\u00e3o de sondagem X Paralisa\u00e7\u00e3o de Ensaio<\/h5>\n<p>O primeiro aspecto que deve estar claro \u00e9 a diferencia\u00e7\u00e3o entre os crit\u00e9rios de paralisa\u00e7\u00e3o da sondagem (encerramento da sondagem) e os crit\u00e9rios de paralisa\u00e7\u00e3o de um ensaio SPT.<\/p>\n<p>O item da norma 5.2.3.11, abaixo, descreve situa\u00e7\u00f5es em que o ensaio SPT pode ser paralisado, mas s\u00e3o os subitens do item 5.2.4 que definem paralisa\u00e7\u00e3o e encerramento da sondagem.<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>5.2.3.11 A crava\u00e7\u00e3o do amostrador-padr\u00e3o \u00e9 interrompida antes dos 45 cm de penetra\u00e7\u00e3o sempre<\/em><\/span><br \/><span style=\"color: #808080;\"><em>que ocorrer uma das seguintes situa\u00e7\u00f5es:<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>a) se em qualquer dos tr\u00eas segmentos de 15 cm, o n\u00famero de golpes ultrapassar 30;<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>b) se o amostrador-padr\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7ar durante a aplica\u00e7\u00e3o de cinco golpes sucessivos do martelo.<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>\u00c9 comum a utiliza\u00e7\u00e3o do item 5.2.3.11 para paralisa\u00e7\u00e3o e encerramento da sondagem. Por\u00e9m, se observarmos o item 5.2.4.3, fica claro que \u00e9 o procedimento de lavagem por tempo, e n\u00e3o somente o n\u00famero de golpes do amostrador, que deve paralisar e encerrar a sondagem:<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>5.2.4.3 Quando forem atingidas as condi\u00e7\u00f5es descritas em 5.2.3.11-b) e ap\u00f3s a retirada da composi\u00e7\u00e3o<\/em><\/span><br \/><span style=\"color: #808080;\"><em>com o amostrador-padr\u00e3o, deve em seguida ser executado o ensaio de avan\u00e7o da perfura\u00e7\u00e3o <\/em><em>por circula\u00e7\u00e3o de \u00e1gua. Esse ensaio consiste no emprego do procedimento descrito em 5.2.2.5.<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<h5>Crit\u00e9rios de paralisa\u00e7\u00e3o de projeto<\/h5>\n<p>Os crit\u00e9rios de paralisa\u00e7\u00e3o de sondagem elaborados pelo projeto existem pois qualquer investiga\u00e7\u00e3o geol\u00f3gico-geot\u00e9cnica deve servir a um prop\u00f3sito e uma demanda espec\u00edfica de uma obra de engenharia. Um t\u00fanel precisa de informa\u00e7\u00f5es diferentes daquelas necessitadas por um aterro em \u00e1rea de brejo, assim como uma OAE em um vale de fundo rochoso ou um corte em um maci\u00e7o de solo.<\/p>\n<p>Desta forma, diferentes crit\u00e9rios s\u00e3o elaborados para diferentes tipos de obra. N\u00e3o seguir os crit\u00e9rios resulta em sondagens que n\u00e3o servem ao projeto, e precisam ser refeitas, gerando gasto de dinheiro e tempo desnecess\u00e1rios.<\/p>\n<h5>Em Campo<\/h5>\n<p>Em campo, a maior fonte de problemas \u00e9 a falta de orienta\u00e7\u00e3o, para os sondadores, com rela\u00e7\u00e3o aos crit\u00e9rios de paralisa\u00e7\u00e3o de projeto. \u00c9 comum que o sondador receba somente o nome da sondagem e uma profundidade.<\/p>\n<p>Com isso, o sondador segue os crit\u00e9rios de paralisa\u00e7\u00e3o da norma, a seguir:<\/p>\n<hr \/>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>5.2.4.2 Na aus\u00eancia do fornecimento do crit\u00e9rio de paralisa\u00e7\u00e3o por parte da contratante ou de seu preposto, as sondagens devem avan\u00e7ar at\u00e9 que seja atingido um dos seguintes crit\u00e9rios:<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>a) avan\u00e7o da sondagem at\u00e9 a profundidade na qual tenham sido obtidos 10 m de resultados consecutivos indicando N iguais ou superiores a 25 golpes;<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>b) avan\u00e7o da sondagem at\u00e9 a profundidade na qual tenham sido obtidos 8 m de resultados consecutivos indicando N iguais ou superiores a 30 golpes;<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>c) avan\u00e7o da sondagem at\u00e9 a profundidade na qual tenham sido obtidos 6 m de resultados consecutivos indicando N iguais ou superiores a 35 golpes.<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>Por\u00e9m, o projeto pode ter adotado um crit\u00e9rio como este outro:<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>a) 3 metros consecutivos com NSPT&gt;=20 golpes\/30cm,<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>b) Ou impenetr\u00e1vel a lavagem por tempo,<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>c) Ou profundidade m\u00e1xima de 15,45 m.<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>Note que o crit\u00e9rio A de projeto paralisa a sondagem antes de qualquer item da norma. Portanto, ao n\u00e3o seguir os crit\u00e9rios de projeto, metros adicionais e desnecess\u00e1rios de sondagem seriam realizados, assim como o tempo da equipe em campo \u00e9 desperdi\u00e7ado.<\/p>\n<p>Por outro lado, se o crit\u00e9rio de projeto for:<\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>a) Atingir a profundidade m\u00e1xima indicada,<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 40px;\"><span style=\"color: #808080;\"><em>b) Ou impenetr\u00e1vel a lavagem por tempo.<\/em><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>A sondagem pode ser paralisada antes do exigido pelo projeto, por qualquer item da norma. Neste caso ocorre o inverso da situa\u00e7\u00e3o anterior: a sondagem fica curta e n\u00e3o atende o projeto. Novamente, tempo da equipe de campo \u00e9 desperdi\u00e7ado, pois o furo precisar\u00e1 ser refeito.<\/p>\n<h5>No Escrit\u00f3rio<\/h5>\n<p>Muitas vezes a sondagem \u00e9 executada corretamente no campo, seguindo os crit\u00e9rios devidamente, por\u00e9m no escrit\u00f3rio, o desenhista ou ge\u00f3logo n\u00e3o insere as informa\u00e7\u00f5es corretamente no perfil definitivo.<\/p>\n<p>Por n\u00e3o identificar, n\u00e3o estar familiarizado ou simplesmente n\u00e3o saber da exist\u00eancia dos crit\u00e9rios de projeto, o profissional que desenha a vers\u00e3o final do perfil de sondagem acaba por tentar encaixar o motivo de paralisa\u00e7\u00e3o da sondagem em um dos itens da norma. Isso gera confus\u00e3o, pois:<\/p>\n<ol>\n<li>Alguns itens da norma podem n\u00e3o atender o projeto.<\/li>\n<li>Ao citar a norma, a cita\u00e7\u00e3o muitas vezes \u00e9 feita de forma incompleta, deixando d\u00favidas sobre qual crit\u00e9rio da norma foi motivo da paralisa\u00e7\u00e3o. No exemplo acima, o item da norma 5.2.4.2 tem 3 itens, cada um com um crit\u00e9rio. A cita\u00e7\u00e3o completa seria por exemplo: \u201cParalisado conforme ABNT\/NBR 6484\/2020 item 5.2.4.2 b\u201d.<\/li>\n<li>\u00c9 muito comum a anota\u00e7\u00e3o final &#8220;Impenetr\u00e1vel a LT (lavagem por tempo)&#8221;, sem indicar os resultados dos ensaios de lavagem.<\/li>\n<\/ol>\n<h4>14. ASSINATURA E NOME DO RESPONS\u00c1VEL T\u00c9CNICO, COM CREA.<\/h4>\n<p>Para os profissionais: manter o CREA em dia.<\/p>\n<p>Para as empresas de sondagem: sempre exigir o CREA em dia dos profissionais que descrevem, e dos respons\u00e1veis t\u00e9cnicos pelas sondagens.<\/p>\n<p>Para os clientes: checar na consulta p\u00fablica dos sites dos CREAs estaduais, se os profissionais que constam nos perfis definitivos de sondagem est\u00e3o com situa\u00e7\u00e3o regular no CREA.<\/p>\n<h4>15. BIBLIOGRAFIA<\/h4>\n<p>Nunca \u00e9 demais lembrar, mas existe uma s\u00e9rie de normas e manuais que sempre devem ser consultados:<\/p>\n<ol>\n<li>ABNT NBR 6484:2020 &#8211; Solo \u2014 Sondagem de simples reconhecimento com SPT \u2014 M\u00e9todo de ensaio<\/li>\n<li>ABNT NBR 6502 &#8211; 1995 &#8211; Rochas e Solos Terminologia<\/li>\n<li>ABNT NBR 13441:1995 &#8211; Rochas e solos \u2013 Simbologia<\/li>\n<li>Investiga\u00e7\u00f5es Geol\u00f3gico-Geot\u00e9cnicas: Guia de Boas Pr\u00e1ticas (ABGE, 2021)<\/li>\n<li>VAZ, L. F. 1996. Classifica\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica dos solos e dos horizontes de altera\u00e7\u00e3o de rocha em regi\u00f5es tropicais. Solos e Rochas, S\u00e3o Paulo, 19, (2): 117-136.<\/li>\n<\/ol>\n<h4>CONCLUS\u00d5ES<\/h4>\n<p>Os problemas aqui apresentados impactam diretamente nos custos de uma obra.<\/p>\n<p>Por exemplo: se as estimativas de espessura\/profundidade de aluvi\u00e3o e solo de altera\u00e7\u00e3o estiverem erradas, os par\u00e2metros geot\u00e9cnicos para a estabilidade de um aterro podem estar errados. Portanto, o projeto final ser\u00e1 mal dimensionado e diferentes condi\u00e7\u00f5es ser\u00e3o encontradas no momento da constru\u00e7\u00e3o, podendo gerar atrasos e custos mais altos.<\/p>\n<p>Notar no exemplo abaixo, de modelagem de estabilidade de talude, como o c\u00edrculo de ruptura \u00e9 diretamente definido pela espessura da camada SFL (sedimento fl\u00favio-lagunar). Esta defini\u00e7\u00e3o de camada \u00e9 elaborada pelo projetista com base nos dados de sondagens. No exemplo, o fator de seguran\u00e7a de 1,5 exigido para um projeto deste porte n\u00e3o foi atingido, sendo necess\u00e1rias medidas extras para garantir a seguran\u00e7a do aterro.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-554\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled.jpeg\" alt=\"\" width=\"961\" height=\"633\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled.jpeg 961w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled-300x198.jpeg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled-768x506.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 961px) 100vw, 961px\" \/><\/p>\n<p>Outro exemplo: as descri\u00e7\u00f5es de rocha n\u00e3o estando condizentes com os graus de altera\u00e7\u00e3o encontrados, podem interferir na profundidade do topo rochoso desenhado em um perfil geol\u00f3gico, e tamb\u00e9m estar\u00e3o errados os estudos de terraplenagem feitos com base no perfil geol\u00f3gico. Resultado: os custos de escava\u00e7\u00e3o do projeto, que variam em fun\u00e7\u00e3o do tipo de material, ser\u00e3o diferentes dos encontrados no momento de execu\u00e7\u00e3o da obra, gerando atrasos e custos diferentes dos esperados.<\/p>\n<p>No exemplo de perfil geol\u00f3gico-geot\u00e9cnico abaixo, notar como acima do greide (linha que representa a superf\u00edcie da rodovia) somente ocorre Rocha Alterada Mole, material de 2\u00aa categoria. Esta informa\u00e7\u00e3o foi extra\u00edda das sondagens. Se estiver incorreta, o custo da escava\u00e7\u00e3o deste trecho, calculado pelo projeto, estar\u00e1 incorreto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-561\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled1.jpeg\" alt=\"\" width=\"2033\" height=\"949\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled1.jpeg 2033w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled1-300x140.jpeg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled1-1024x478.jpeg 1024w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled1-768x359.jpeg 768w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Untitled1-1536x717.jpeg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 2033px) 100vw, 2033px\" \/><\/p>\n<p>Na foto abaixo, de escava\u00e7\u00e3o de um corte, notar a ocorr\u00eancia de rocha na \u00e1rea do c\u00edrculo amarelo. Esta ocorr\u00eancia, se n\u00e3o tiver sido detectada ou corretamente descrita por sondagens, pode se tornar um imprevisto no momento da obra, resultando em m\u00e9todos de escava\u00e7\u00e3o e custos diferentes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-563\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem2-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1326\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem2-scaled.jpg 2560w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem2-300x155.jpg 300w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem2-1024x530.jpg 1024w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem2-768x398.jpg 768w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem2-1536x795.jpg 1536w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Imagem2-2048x1061.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" \/><\/p>\n<p>Multiplicando-se os metros c\u00fabicos escavados ou mal dimensionados em uma obra por quil\u00f4metros de extens\u00e3o, as diferen\u00e7as de c\u00e1lculos feitos com premissas geol\u00f3gicas erradas podem facilmente resultar em centenas de milhares a milh\u00f5es de reais de diferen\u00e7a. Tudo por conta de falta de informa\u00e7\u00f5es ou informa\u00e7\u00f5es erradas em sondagens.<\/p>\n<p>Como projetista, reconhecemos que parte das boas pr\u00e1ticas de investiga\u00e7\u00f5es de campo envolve o acompanhamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o em campo, de algum profissional da projetista e\/ou do cliente\/contratante. E infelizmente essa pr\u00e1tica vem sendo negligenciada em diversos empreendimentos, contribuindo ainda mais para a ocorr\u00eancia de todos os problemas aqui apresentados.<\/p>\n<p>Sabemos que, na pr\u00e1tica, as condi\u00e7\u00f5es, prazos e sal\u00e1rios que em geral os profissionais de empresas de sondagem recebem n\u00e3o permitem ou n\u00e3o s\u00e3o condizentes com o n\u00edvel t\u00e9cnico exigido. Independente disso, o intuito deste artigo \u00e9 mostrar como o trabalho deve ser feito.<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais aspectos dos produtos de sondagens devemos prestar aten\u00e7\u00e3o?<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":565,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[26,32],"tags":[14],"class_list":["post-529","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-campo","category-sondagens","tag-geologia-de-engenharia"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/Blog_ChecklistaSondagens.jpeg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=529"}],"version-history":[{"count":59,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/529\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":609,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/529\/revisions\/609"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}