{"id":325,"date":"2022-03-31T20:16:00","date_gmt":"2022-03-31T20:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/?p=325"},"modified":"2024-08-13T14:29:45","modified_gmt":"2024-08-13T14:29:45","slug":"rqd-x-iqr-e-origens-do-iqr","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/2022\/03\/31\/rqd-x-iqr-e-origens-do-iqr\/","title":{"rendered":"RQD x IQR e origens do IQR"},"content":{"rendered":"<p>Hoje temos aqui no blog um artigo um pouco diferente do usual: a publica\u00e7\u00e3o de uma discuss\u00e3o de 2018, no extinto F\u00f3rum Geoci\u00eancias, sobre compara\u00e7\u00f5es entre RQD (<em>Rock Quality Designation<\/em>) e IQR (\u00cdndice de Qualidade da Rocha). Na minha opini\u00e3o, essa discuss\u00e3o rendeu uma importante informa\u00e7\u00e3o: qual foi a origem e quem foi o criador do IQR.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><strong><a style=\"color: #000080;\" href=\"#print-screens\">Clique aqui para ir direto ao post explicando as origens do IQR.<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p>O t\u00f3pico foi criado pelo ge\u00f3logo Adinan Jarouche (um dos s\u00f3cios aqui na JS). A discuss\u00e3o \u00e9 razoavelmente longa, mas muito interessante, ent\u00e3o recomendo a leitura! Existem cita\u00e7\u00f5es a artigos e outras fontes de conhecimento sobre o tema.<\/p>\n<p>Uma vez que o f\u00f3rum era p\u00fablico e de acesso livre, e a discuss\u00e3o \u00e9 puramente t\u00e9cnica, me sinto livre para publicar a discuss\u00e3o aqui com o cr\u00e9dito do nome do autor de cada post. De qualquer forma, obtive autoriza\u00e7\u00e3o de cada autor para publica\u00e7\u00e3o aqui no blog. Agrade\u00e7o a todos pela participa\u00e7\u00e3o na discuss\u00e3o e autoriza\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>Uma motiva\u00e7\u00e3o para este artigo, \u00e9 que at\u00e9 hoje n\u00e3o vi publicado em nenhum lugar a origem do IQR com os detalhes descritos aqui. A publica\u00e7\u00e3o da ABGE <em>Diretrizes para Classifica\u00e7\u00e3o de Sondagens &#8211; 1\u00aa tentativa<\/em> (2013), \u00e9 a primeira publica\u00e7\u00e3o de alcance e exposi\u00e7\u00e3o no meio que vejo distinguir claramente entre RQD e IQR, por\u00e9m n\u00e3o explicava sua origem. Na publica\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m da ABGE, <em>Investiga\u00e7\u00f5es Geol\u00f3gico-Geot\u00e9cnicas &#8211; Guia de Boas Pr\u00e1ticas <\/em>(2021), as origens do IQR est\u00e3o restritas a uma nota de rodap\u00e9 (<em>Livro 6 &#8211;\u00a0 Diretrizes Para Descri\u00e7\u00e3o de Sondagens<\/em>, p\u00e1gina 383). Lembrando que a publica\u00e7\u00e3o do guia da ABGE \u00e9 de 2021, e a discuss\u00e3o abaixo \u00e9 de 2018.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>T\u00f3pico: Compara\u00e7\u00e3o IQR x RQD na Classifica\u00e7\u00e3o Geomec\u00e2nica<\/strong><\/p>\n<p><strong>Post por Adinan Jarouche<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">O RQD \u00e9, talvez, o par\u00e2metro mais utilizado (e com importante peso) nas diversas classifica\u00e7\u00f5es geomec\u00e2nicas mais comuns. Foi definido por Deere (1964) como a rela\u00e7\u00e3o, em porcentagem, entre a somat\u00f3ria das pe\u00e7as do testemunho maiores ou iguais a 10cm e o comprimento total da manobra executada.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Entretanto, \u00e9 pratica comum atualmente substitu\u00ed-lo pelo \u00cdndice de Qualidade da Rocha (IQR), que tem c\u00e1lculo semelhante, por\u00e9m considera a somat\u00f3ria das pe\u00e7as do testemunho maiores ou iguais a 10cm em trechos de fraturamento homog\u00eaneo (trechos isofraturados).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Trata-se de uma diferen\u00e7a sutil por\u00e9m, acredito, importante uma vez que a aplica\u00e7\u00e3o do RQD tende a homogeneizar grandes discrep\u00e2ncias nessa caracter\u00edstica quando estas ocorrem dentro de uma mesma manobra, o que reflete na classifica\u00e7\u00e3o geomec\u00e2nica final do maci\u00e7o para cada trecho.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Pesquisando a respeito do assunto, encontrei alguns (poucos) trabalhos que indicam a classifica\u00e7\u00e3o RMR feita a partir do \u00edndice RQD e do IQR, comparando os resultados obtidos. Em alguns casos a classifica\u00e7\u00e3o final do maci\u00e7o \u00e9 consideravelmente diferente em alguns trechos, enquanto em outros casos a diferen\u00e7a \u00e9 muito pequena.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Algu\u00e9m tem mais dados a respeito ou conhece alguma publica\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a uma compara\u00e7\u00e3o direta entre os dois par\u00e2metros e as consequ\u00eancias de sua aplica\u00e7\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o de maci\u00e7o?<\/p>\n<p><strong>Post por Marcos Saito de Paula<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Adinan,<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">como j\u00e1 conversamos sobre o assunto, eu at\u00e9 hoje n\u00e3o vi uma publica\u00e7\u00e3o que possa ser apontada como a que definiu o IQR como sendo algo diferente do RQD, ou se &#8220;IQR&#8221; \u00e9 simplesmente uma tradu\u00e7\u00e3o de &#8220;RQD&#8221;.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Interessante que a ISRM, nos seus <strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/isrm.net\/isrm\/page\/show\/935\">Suggested Methods de 1978 (SM for Quantitative Description of Discontinuities in Rock Masses, p\u00e1gina 364)<\/a><\/span><\/strong>, indica que o RQD pode, dependendo do contexto, ser feito por trechos vari\u00e1veis, ao inv\u00e9s dos trechos fixos (por manobra):<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-330\" src=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ISRM1978.png\" alt=\"\" width=\"690\" height=\"231\" srcset=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ISRM1978.png 690w, https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/ISRM1978-300x100.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 690px) 100vw, 690px\" \/><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Ou seja, um IQR ou qualquer outra varia\u00e7\u00e3o calculando RQD por trechos homog\u00eaneos n\u00e3o \u00e9 nenhuma novidade.<\/p>\n<p><strong>Post por Mariane Borba de Lemos<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Ol\u00e1, tudo bem?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Parte do meu trabalho de formatura trata deste assunto.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Eu comparei o RQD medido por manobra de perfura\u00e7\u00e3o com o medido nos trechos de isofraturamento (que comumente \u00e9 chamado de IQR), para rochas \u00edgneas e gn\u00e1issicas, ambas do Complexo Embu.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Com os resultados que obtive percebi, como vc citou acima, que o RQD n\u00e3o identifica os trechos extremos (muito fraturados\/pouco fraturados) e tende a medianizar os resultados. Ao longo do furo, a m\u00e9dia dos dois \u00e9 bem parecida, por\u00e9m o RQD e o IQR apresentam distribui\u00e7\u00e3o bem distintas.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">A m\u00e9dia do RQD e IQR foram ainda mais parecidas nas rochas gn\u00e1issicas, por conta da folia\u00e7\u00e3o, que tornam as zonas de fraquezas equiespa\u00e7adas e constantes.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">No meu trabalho de formatura, eu n\u00e3o cheguei a comparar o RQD e o IQR na classifica\u00e7\u00e3o RMR. Mas comparei a influ\u00eancia do IQR obtido em testemunhos e em imagens de televisamento na classifica\u00e7\u00e3o RMR. Apesar do IQR nas amostras e nos testemunhos serem totalmente discrepantes, a classifica\u00e7\u00e3o de qualidade no RMR n\u00e3o foi t\u00e3o afetada, em alguns casos a classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudou. O IQR \u00e9 apenas um dos fatores e n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o preponderante no somat\u00f3rio final de qualidade quanto eu imaginava.<br \/>Acho que o mesmo vai acontecer com o RQD e o IQR.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Coloquei em anexo o trabalho que mandei pro CBGE que trata desse assunto.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><span style=\"color: #000080;\"><strong><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/trabalho_169.pdf\">Lemos <em>et al.<\/em> 2018<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p><strong>Post por Ivan Jos\u00e9 Delatim<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Caros, essa discuss\u00e3o \u00e9 bastante pertinente e acompanhada sempre da pergunta que n\u00e3o quer calar:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Qual devo utilizar na minha descri\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Conforme voc\u00eas j\u00e1 comentaram, o RQD tem pai, nome e sobrenome. \u00c9 um \u00edndice que tem suas peculiaridades para determina-lo, pois fora desenvolvido para rocha s\u00e3, com recupera\u00e7\u00e3o acima de 75% e di\u00e2metro m\u00ednimo NW. O IQR \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00e1tica brasileira do par\u00e2metro RQD que, al\u00e9m de levar em conta essas peculiaridades estabelecidas por Deere (1964), \u00e9 determinado para trecho com fraturamento homog\u00eaneo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Acontece que no Brasil quem utiliza com frequ\u00eancia o RQD s\u00e3o as empresas executoras de sondagens, pois \u00e9 mais pr\u00e1tico (inclusive para lan\u00e7ar nos Logs) e n\u00e3o est\u00e1 errado, j\u00e1 que ele foi desenvolvido para ser determinado por manobras. As Projetistas preferem o IQR, pois responde melhor quando \u00e9 necess\u00e1rio fazer a classifica\u00e7\u00e3o de maci\u00e7o e permite separar os horizontes de rocha de acordo com sua qualidade geomec\u00e2nica.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Quanto a compara\u00e7\u00e3o, RQD x IQR, minha experi\u00eancia me permite dizer que, quanto o maci\u00e7o \u00e9 bom, rocha s\u00e3 a pouco alterada, pouco fraturada e recupera\u00e7\u00e3o acima de 80%, praticamente n\u00e3o haver\u00e1 diferen\u00e7a expressiva, exceto se o grau de fraturamento (F3 e F4) penalizar algum trecho. Entretanto, se o maci\u00e7o apresentar n\u00edveis de altera\u00e7\u00e3o diferentes, como \u00e9 comum em algumas rochas metam\u00f3rficas (p.e. migmatitos e at\u00e9 mesmos alguns gnaisses), a\u00ed a constru\u00e7\u00e3o dessa interpreta\u00e7\u00e3o ficar\u00e1 mais dif\u00edcil e o RQD pode n\u00e3o ser o mais recomendado.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Mas o maior problema que temos hoje \u00e9 na maneira como este par\u00e2metro (RQD) vem sendo apresentado nos Perfis Individuais de Sondagens. Nota-se, com frequ\u00eancia, que n\u00e3o est\u00e1 sendo aplicado com o devido cuidado.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u00c9 comum encontrar RQD em trechos com baixa recupera\u00e7\u00e3o (20%, 30%, 40%). Basta encontrar um tarugo de 0,15 cm, numa manobra com esse n\u00edvel de recupera\u00e7\u00e3o, que o profissional vai l\u00e1 e calcula o RQD. A\u00ed pergunto: O que isso contribui para defini\u00e7\u00e3o da qualidade do maci\u00e7o? J\u00e1 respondo: NADA.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Conforme o Marcos lembrou muito bem, o pr\u00f3prio RQD lhe permite separar trechos ruins, ent\u00e3o o que precisamos \u00e9 ter crit\u00e9rios mais r\u00edgidos quando vamos determina-lo. Eu costumava fazer subtrecho dentro da manobra, separando aquele com alto grau de fraturamento (F4\/F5).<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">O pr\u00f3prio IQR, requer muita pr\u00e1tica para defini-lo, pois o foco n\u00e3o \u00e9 mais a manobra propriamente dita, mas um trecho que envolve par\u00e2metros de alterabilidade, coer\u00eancia, grau de fraturamento, espa\u00e7amento das fraturas e litologia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Assim, precisamos exigir das empresas executoras de investiga\u00e7\u00e3o maior acur\u00e1cia na apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados, que seja apresentado, realmente, para os trechos de rocha s\u00e3 (A1) a pouco alterada (A2), com recupera\u00e7\u00e3o acima de 75%, em di\u00e2metro NX ou NW. Fora desse contexto s\u00f3 com uma boa justificativa.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Tem um trabalho muito interessante que disponibilizo aqui para voc\u00eas: \u201c<span style=\"color: #000080;\"><strong><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/cdnsciencepub.com\/doi\/full\/10.1139\/cgj-2016-0012\">Rock Quality Designation (RQD): time to rest in piece<\/a><\/strong><\/span>\u201d, de 2017, de Pells e Bieniawski ,que discute sobre a vida \u00fatil do RQD, bem interessante, que podemos ainda discutir por aqui.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\"><strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/cgj-2016-0012.pdf\">Pells <em>et al<\/em>. 2017<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Post por Marcos Saito de Paula<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Ivan,<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">muito boas coloca\u00e7\u00f5es. Ainda vou ler o artigo com calma para discutirmos ele, n\u00e3o conhecia.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>\u00c9 comum encontrar RQD em trechos com baixa recupera\u00e7\u00e3o (20%, 30%, 40%). Basta encontrar um tarugo de 0,15 cm, numa manobra com esse n\u00edvel de recupera\u00e7\u00e3o, que o profissional vai l\u00e1 e calcula o RQD. A\u00ed pergunto: O que isso contribui para defini\u00e7\u00e3o da qualidade do maci\u00e7o? J\u00e1 respondo: NADA.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Aliado a isso, quando encontramos um boletim de sondagem com estas recupera\u00e7\u00f5es baixas, um RQD e ainda classifica\u00e7\u00f5es como A2\/A4 ou F1\/F4 (ou seja, tem de tudo na mesma manobra), ai temos um trecho de sondagem que n\u00e3o conseguimos usar para nada, pois n\u00e3o sabemos o que tem naquela manobra, nem o que predomina&#8230;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Sai um pouco do t\u00f3pico (RQD), mas \u00e9 exatamente o que voc\u00ea falou, em momentos que o RQD poderia ser um norte, a presen\u00e7a dele (mal utilizado), s\u00f3 nos deixa com mais d\u00favidas. Ai voltamos sempre a quest\u00e3o de ser necess\u00e1rio n\u00f3s mesmos verificarmos sempre os testemunhos.<\/p>\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"print-screens\"><\/h2>\n\n\n<p><strong>Post por Giuliano de Mio<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Sou amigo do Ge\u00f3logo Jo\u00e3o Jer\u00f4nimo Monticelli e ele me passou as seguintes informa\u00e7\u00f5es sobre o RQD\/IQR; preferi colocar a sua cita\u00e7\u00e3o na \u00edntegra, entre aspas, abaixo:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>O Ivan Delatim soube muito bem se posicionar sobre o tema. Outros colegas tamb\u00e9m.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>Tive a oportunidade de ser o pioneiro na proposi\u00e7\u00e3o da metodologia de descri\u00e7\u00e3o do IQR, em vez do RQD no Brasil. N\u00e3o me lembro bem, mas na \u00e9poca definimos a denomina\u00e7\u00e3o IQR apenas como uma tradu\u00e7\u00e3o ao portugu\u00eas do RQD. As diferen\u00e7as RQD-IQR vieram ao longo do tempo, para designar a adapta\u00e7\u00e3o\/modifica\u00e7\u00f5es que fizemos no RQR. Hoje est\u00e1 consagrado que RQD \u00e9 o procedimento original, enquanto IQR \u00e9 o procedimento alternativo, no Brasil que, com erros e acertos e, mod\u00e9stia a parte, foi criado por mim, na d\u00e9cada de 1970.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>Isso se deu, ao redor de 1974, quando eu trabalhava pelo IPT, nas investiga\u00e7\u00f5es geol\u00f3gico-geot\u00e9cnicas para o estudo de viabilidade da Barragem de Porto Primavera.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>O Ge\u00f3logo Fern\u00e3o Paes de Barros, da CESP, rec\u00e9m chegado de um curso de mestrado no Imperial College, Londres, apresentou e debateu comigo o RQD original. Na \u00e9poca, comentamos a import\u00e2ncia da correla\u00e7\u00e3o do RQD com par\u00e2metros mec\u00e2nicos do maci\u00e7o. Eu estudei o assunto e propus fazer a sua adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do Brasil, considerando o seu c\u00e1lculo por trecho de iso-fraturamento e descontando 10 cm no caso de fraturas sub verticais, situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o mencionada na metodologia original do RQD. Para isso, al\u00e9m de outras percep\u00e7\u00f5es, considerei um artigo que estudei, na \u00e9poca, e que consta em minha dissserta\u00e7\u00e3o de mestrado: Lokin e Laban, 1978: <\/em>A new method of estimating rock mass fissuring from standard borehole cores, IAEG, Madrid, 1978<em>.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>Recomendo a todos que trabalham na execu\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o de sondagens e proposi\u00e7\u00e3o de modelo geol\u00f3gico consultar Lokin e Laban e tamb\u00e9m a minha disserta\u00e7\u00e3o de mestrado (EESC-USP, 1984), de t\u00edtulo \u201cInflu\u00eancias da compartimenta\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica-geot\u00e9cnica de maci\u00e7os rochos no projeto de funda\u00e7\u00f5es de barragens \u2013 Fase de Viabilidade\u201d, publicada e dispon\u00edvel em vers\u00e3o digital pela ABGE.<\/em><\/p>\n<p><span style=\"color: #0000ff;\"><strong>Em recente troca de e-mails com o Jo\u00e3o Jer\u00f4nimo sobre a publica\u00e7\u00e3o deste artigo, ele me solicitou a inclus\u00e3o do trecho abaixo, que complementa muito bem a discuss\u00e3o:<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">\u00c9 necess\u00e1rio avaliar e adaptar metodologias do exterior \u00e0s condi\u00e7\u00f5es brasileiras. Foi isso que fizemos com a proposta do IQR. Outro exemplo muito conhecido \u00e9 o Ensaio de Perda D&#8217;\u00e1gua,\u00a0 que nasceu da adapta\u00e7\u00e3o do Ensaio Lugeon.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">E nunca esquecer que os poderosos <em>softwares<\/em> de apresenta\u00e7\u00e3o de resultados\u00a0 necessitam de dados prim\u00e1rios confi\u00e1veis. O livro recente da ABGE, <em>Investiga\u00e7\u00f5es Geol\u00f3gico-Geot\u00e9cnicas &#8211; Guia de Boas Pr\u00e1ticas<\/em>, trata muito bem do assunto e indica bibliografias complementares, entre as quais as Diretrizes de Sondagens a Percuss\u00e3o, publicadas pelo <strong><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"http:\/\/www.padraoags.com.br\/\">Grupo AGS Brasil<\/a><\/span><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Post por Ivan Jos\u00e9 Delatim<\/strong><\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Caro Giuliano e demais colegas,<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Ent\u00e3o essa adapta\u00e7\u00e3o brasileira &#8211; IQR, tem pai e endere\u00e7o conhecido. Sabia que havia sido desenvolvida no IPT, sempre um celeiro de contribui\u00e7\u00f5es para nossa Geologia de Engenharia. Inclusive a quest\u00e3o de descontar os 10 cm dos trechos com fraturas subverticais j\u00e1 havia tentado descobrir sua origem e n\u00e3o sabia que estava t\u00e3o perto. Obrigado Jo\u00e3o Jer\u00f4nimo. Agora em meu curso de Classifica\u00e7\u00e3o de Sondagem poderei dizer quem criou esse crit\u00e9rio. Mas vou querer saber o porque, perguntarei ao Jo\u00e3o Jer\u00f4nimo em breve.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 80px;\">Mas continuo batendo na tecla da qualidade na descri\u00e7\u00e3o das sondagens a na aplica\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios, j\u00e1 t\u00e3o consagrados e t\u00e3o pouco aplicado da maneira correta.<\/p>\n<p><strong>FIM DO T\u00d3PICO<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ff0000;\"><strong><em>NOTA DO BLOG: n\u00e3o encontrei no site da loja da ABGE a s\u00edntese da tese do Monticelli, nem a tese completa no banco de teses da USP. Tamb\u00e9m n\u00e3o encontrei o trabalho de Loki e Laban. No site da IAEG para os anais de congressos, n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis anais de todos os congressos, e o 3\u00ba congresso, de Madrid, \u00e9 um dos indispon\u00edveis.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n<hr \/>\n<p>Espero que tenham gostado da leitura, da discuss\u00e3o e de conhecer um pouco mais sobre parte da hist\u00f3ria do desenvolvimento da geologia de engenharia em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>O assunto \u00e9 vasto (indo desde detalhes como qual o artigo original de defini\u00e7\u00e3o do RQD at\u00e9 aspectos pr\u00e1ticos de sua correla\u00e7\u00e3o com outros par\u00e2metros do maci\u00e7o rochoso), e espero voltar a ele futuramente aqui no blog!<\/p>\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Compara\u00e7\u00f5es entre RQD e IQR e origens do IQR.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":327,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[13,14,31,30],"class_list":["post-325","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sondagens","tag-geologia","tag-geologia-de-engenharia","tag-rqd","tag-sondagens"],"jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/RQDxIQR_banner.jpg","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=325"}],"version-history":[{"count":38,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":611,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/325\/revisions\/611"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/327"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/jsgeo.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}